2013

Posted in Reflexão on 7 de janeiro de 2013 by Pablo Teixeira

A vida pode ser bem confusa pra quem a vive.

E, veja bem, viver é algo muito complexo. Analise suas funções motoras, e como todos os processos se desencadeiam até você conseguir mover o dedinho mínimo esquerdo.

Agora imagine aqueles quem nem mesmo podem mover o dedinho mínimo esquerdo. É complexo entender essas coisas.

A vida é sim complexa.

O Ser Humano foge da complexidade. Busca no simples, no tangível, no que está ali, aquilo que pode satisfazê-lo de imediato.
São muitas “Filosofias fast-food”, mas que na sua essência, não alimentam ninguém – igualzinho as comidas mesmo.

Precisamos buscar o complexo. Precisamos dedicar tempo, ciência, tudo pra entender o que é impossível. Nem que essa busca leve ao fim dos nossos dias. Nem que essa busca tire nossa sanidade. O complexo é o que nos preenche de verdade.

O que é complexo pra você? Complexo pra mim é Deus. Aliás, eu mesmo já o chamei de “simples” muitas vezes.
Mas é aquilo, é mais fácil dizer que é simples quando a gente nem sabe por onde começar a estudar. A gente pega o resultado final e diz “é isso, viu? simples.”

Não achei a fórmula mágica, não achei equação que me proporcione o resultado exato, sem sobras.

Mas sinto que quanto mais eu busco pelo complexo, mais ele se mostra pra mim.
E a grande ironia é: o complexo sempre se revela nas coisas mais simples.

O que eu posso fazer? Nada.

Meu corpo, mente e alma gritam num só coro:

Você não pode parar agora. Continue, continue!

Culpa da Gente

Posted in Reflexão with tags , , on 12 de abril de 2012 by Pablo Teixeira

A gente sabe de muita coisa, mas finge de morto pra não precisar confrontar a hierarquia. A gente pensa em várias questões, inventa um monte de soluções, tapa um sol a cada dez peneiras. A gente vê o circo, pega o fogo, joga um balde e até entra naquela fria. A gente só faz mesmo aquilo que não quer querer. A gente quer ver o errado ser escrito por linhas certas. A gente é assim mesmo. Gente.

Entre sábios e aprendizes

Posted in minha-noite with tags , , , on 27 de novembro de 2011 by Pablo Teixeira

E quando você tem medo?
De uma hora pra outra o molde fica pequeno, a saia fica justa, a filosofia parece deixar muitas coisas assim… no ar.
Uma vez, uma jovem aprendiz de sábia me anunciou uma velha palavra que dizia: “Quando eu era menino, sentia como menino e pensava como menino. Agora que sou adulto, parei de agir como menino.”
Talvez seja isso. Pode ser que as mesmas coisas, nas mesmas pessoas, no mesmo lugar estejam me forçando a voltar a ser criança. Mas sabe, eu não quero isso. Eu quero aprender o que eu não sei.
Eu não sei amar, por exemplo. E sinto que nunca vou aprender se continuar onde e como estou agora. O problema todo é ter coragem pra se mudar. Agora eu sei, o medo é de destruir a imagem construída com tanto apreço na mente dos ‘senhores’.
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Prometi para um menino o inevitável: seus dias de meninice estavam chegando ao fim. Ele demonstrava orgulho quando ouvia isso, mas seus batimentos perdiam o ritmo diante da ideia de enfim tornar-se homem.
Ao invés do entusiasmo da infância que embelezava os seus defeitos e os dos que estavam a sua volta, veio uma inquietação. Era como se dentro dele estivesse nascendo algo novo que não estava disposto a dividir lugar com o que fez parte de quase todos os seus dias.
Apesar do amor, a esperança e a serem os mesmos na essência, parecia que acompanhavam o relógio e se viam obrigados ficarem mais intensos.
Eu tentava encorajar esse menino, queria que as minhas palavras soassem mais bonitas do que as de qualquer poeta. Mas, como eu mesma não passava de uma menina, só podia manter a promessa de que nunca soltaria a sua mão.

(Pablo Teixeira/Elisa Calmon)

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