Arquivo de dezembro, 2010

Saudade

Posted in Reflexão with tags , , , , , , on 9 de dezembro de 2010 by Pablo Teixeira

“É a parte de mim que corre. Metade, teu pedaço em mim que foge. Vontade de tão forte a carne treme. Saudade é a mão que assume o leme.”  Sabonetes – Boleros

O que faz com que alguém seja tão magnificamente bom pra você? Será o jeito de andar, vestir, pensar? Ou será a semelhança que esse alguém tenha com a bondade, ou a alegria, ou a honestidade? Será ainda a mistura de todas as cores, que a torna branca como a paz que faz bem à alma? Pode ser. Mas pode ser que seja só o nome também. Ou então o tão falado instinto. Eu sinto. Sinto falta dos dias, dos risos, dos espirros de loucura e inocência que a infância traz.

Ser magnificamente bom é ser amigo. Meu amigo. Mais chegado que um irmão. Mais fiel que uma mãe. Mais… E agora que já passamos fisicamente dessa fase, o que nos resta? Talvez o amor que não passa jamais, talvez a vontade de ver outra vez, de contar as coisas que já sabíamos antes mesmo de acontecerem.

Saudade é a parte de mim que corre. Que vai correr sempre pra perto de você.

Pra você,

Veja!

Posted in Reflexão with tags , , , , , on 2 de dezembro de 2010 by Pablo Teixeira

Naquele dia, aquele homem estava caminhando quando tudo aconteceu.

Do alto de toda sua elegância, tramando contra os que pareciam errados, indo fazer o que apenas lhe fôra outrora ensinado, caminhando naquela velha estradinha de terra, onde passavam-se cavaleiros ao lado de seus cavalos, foi alí, logo alí, que ele viu a luz.

A própria Luz foi ao encontro do homem e ela já tinha todos os planos para aquele homem. Planos maiores, muito maiores.

E a luz era forte. Forte ao ponte de fazê-lo cair da posição de autoridade e glória que o fazia dominar sobre os mais simples e sinceros de coração. E daquela mesma forte luz que o cercava, tão simples e definitiva pergunta ecoou:

Ei, VOCÊ, por que está me perseguindo?

Com a estranha sensação de baixeza e agora também cego, a única alternativa encontrada pelo homem foi aceitar o Senhorio da luz. Quem é o Senhor? – disse o homem, tentando buscar uma explicação lógica e racional para o fato. Seus seguidores, nada puderam fazer. Já que também ouviram a voz, mas não acharam o dono da mesma.

Enfim a voz o respondeu, e disse com simples e poderosas palavras quem era de fato o Senhor que o homem buscava encontrar naquele misto de voz e luz. A voz também disse ao homem o que fazer e para onde ir. E daquele dia em diante, a vida do homem mudaria para sempre.

Antes pó, hoje não mais só. O homem ouviu a voz e pôde ver a luz. O que ele fez foi entregar-lhe o coração e sentir amor. Viver por amor ao nome da voz que o havia chamado. Dizendo a todos os que passavam em seu caminho: Sigam-me, sigam-me os bons! Porque eu tenho tentado fazer a vontade daquele que me chamou. E esse é mui maior que eu em glória, sabedoria, força e honras. Meus erros estão diante de mim, porém a minha vontade de acertar me dá créditos pra dizer o que digo. Sigam-me assim como eu sigo aquele que um dia me chamou.

Pablo Teixeira

 

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