minha-noite #6

Pra falar de morte, tem que se estar vivo

Pra falar de fim, tem que começar

Pra falar de música, tem que ser surdo para o gosto e só pensar no que é proposto

Pra falar de árvore (hoje), é preciso que alguma seja derrubada

Pra falar de outrem, é preciso alguém

Pra falar disso, foi preciso pensar e escrever

Pra falar daquilo, isso já não era mais importante

Hoje, o que penso e o que sinto são separados pelo que faço

Se faço aquilo que sinto, penso que fiz errado

Se erro no fiz, penso que sinto muito

Se o desejo não basta pra mim, me ponho de pé, enganado por um só

Só é como me sinto (pensando naquilo que fiz)

A alegria de ser um só parece longe agora

Mas a tristeza de ser só um, cresce rápido como o passar da aurora

Que deixa beleza, mistério já desvendado

Mas, falar o que, se palavras já não mudam o coração de alguém?

Pensar o que, se  a mente não obedece mais ao que a gente sente?

As coisas sempre acontecem. Eu até mesmo vi um dia desses.

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